De Lincoln, Nebraska, aos ateliês do Rio de Janeiro: como a artista transita entre o realismo clássico e a experimentação com técnicas mistas.
Conheça a jornada de Lívia Lamblet, artista visual, jornalista e escritora. Este artigo explora seu início no circuito artístico norte-americano, sua formação contínua no Brasil e a atual transição estilística do óleo sobre tela para novas linguagens e suportes experimentais.
Neste artigo você vai ler sobre:
- Início Internacional: A Fase Americana
- Retorno ao Brasil e Formação Acadêmica
- Transição Estilística: Do Realismo à Técnica Mista
- Obras Recentes e Conexões Culturais
Início Internacional: A Fase Americana
A carreira de Lívia Lamblet nas artes visuais teve seu ponto de partida longe do Brasil, especificamente em Lincoln, Nebraska, nos Estados Unidos. Durante os nove anos em que residiu na cidade, Lívia consolidou sua presença no cenário local, tornando-se membro da Clements Noyes Art Gallery.
Além de sua atuação em Lincoln, a artista, que também é jornalista e escritora, expandiu seu alcance participando de open calls (chamadas abertas) em outras galerias e em uma casa de ópera na cidade de Omaha, estabelecendo as bases de sua prática artística no exterior.
Retorno ao Brasil e Formação Acadêmica
De volta ao Brasil, Lívia buscou a formalização e o aprofundamento acadêmico de sua prática. Atualmente, cursa a graduação em Artes Visuais, complementando sua formação com cursos livres em instituições de referência no Rio de Janeiro.
Sua busca técnica inclui o curso de Desenho Artístico no Centro de Artes Calouste Gulbenkian e estudos na renomada Escola de Artes Visuais do Parque Lage, demonstrando um compromisso contínuo com o refinamento do fazer artístico.
Transição Estilística: Do Realismo à Técnica Mista
A trajetória de Lamblet é marcada por uma evolução técnica clara. Inicialmente, sua produção focava no realismo, tendo o óleo sobre tela como técnica predominante. No entanto, a artista encontra-se em um momento de redefinição e pesquisa.
Atualmente, Lívia explora novas materialidades, incorporando técnicas mistas e suportes não convencionais, como a pintura sobre paletas de madeira. Esse movimento indica uma busca por expandir as fronteiras de sua própria linguagem, saindo da representação estrita para a experimentação material.
Obras Recentes e Conexões Culturais
A nova fase da artista já apresenta resultados concretos. Sua obra mais recente, intitulada “O erê Jorginho e seu pocotó”, exemplifica essa abordagem híbrida ao utilizar óleo, acrílico e colagem sobre tela.
Além da pesquisa experimental, a arte de Lívia mantém fortes conexões culturais. Em 2024, sua pintura retratando Iemanjá foi doada ao presidente da Portela, uma das escolas de samba mais tradicionais do Rio de Janeiro, reafirmando o diálogo de sua obra com a cultura brasileira.
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