Da arquitetura às artes visuais: a trajetória da artista gaúcha que une fotografia, aquarela e escultura para capturar o “invisível”.
Prévia: Conheça a trajetória de Angela Bolsson (ABolsson), artista natural de Porto Alegre que migrou da arquitetura para as artes visuais. O artigo aborda sua formação em importantes ateliês gaúchos e como sua produção atual, que transita entre fotografia e aquarela, busca revelar a beleza transitória dos elementos naturais através de um olhar delicado e contemplativo.
Neste artigo você vai ler sobre:
- Início Autodidata e Transição de Carreira
- Formação Técnica e Circulação Artística
- O Processo Criativo entre a Fotografia e a Aquarela
- Conceito: A Poética do Efêmero e do “Banal”
Início Autodidata e Transição de Carreira
Natural de Porto Alegre, Angela Bolsson, que adota o nome artístico ABolsson, possui formação inicial em arquitetura. Suas primeiras manifestações artísticas ocorreram ainda na adolescência, de forma autodidata e amadora, através da fotografia.
A integração formal ao campo das artes visuais ocorreu mais tarde em sua trajetória. Somente em 2021, após o encerramento de algumas atividades profissionais anteriores, ABolsson passou a se dedicar sistematicamente ao estudo e à produção artística.
Formação Técnica e Circulação Artística
A partir de 2021, a artista iniciou um percurso de aprimoramento técnico em diversos espaços de arte. Sua formação inclui aulas no atelier do escultor Mário Cladera, no Espaço Cultural Casa Amarela, e no Atelier de Arte Vidreira de Veronica Rizzo. Atualmente, segue seus estudos no Atelier Livre Xico Stockinger, frequentando o curso “Um Caminho de Expressão”, ministrado pela artista visual Daisy Viola.
Neste período recente de produção, ABolsson começou a circular sua obra, participando de exposições coletivas e tendo seu trabalho publicado na revista digital Artnow Report.
O Processo Criativo entre a Fotografia e a Aquarela
Atualmente, o trabalho de ABolsson transita por múltiplas linguagens, englobando a fotografia, a aquarela e a escultura. Na pintura, a artista explora a aquarela de maneira lírica. Valendo-se da fluidez e da imprevisibilidade características da técnica, ela recria fragmentos da natureza.
O processo muitas vezes parte de seus próprios registros fotográficos de composições reais. A artista corta, enquadra e amplia a realidade natural para apresentar formas e texturas, resultando em um olhar de “zoom” e recorte, difuso e sutil, sobre o objeto observado.
Conceito: A Poética do Efêmero e do “Banal”
A obra de ABolsson é caracterizada por um conceito que explora a efemeridade dos instantes, da luz e dos lugares. Combinando texturas e uma paleta de cores reduzida, a artista cria uma atmosfera que é, ao mesmo tempo, contemplativa e intrigante.
Sua abordagem visa provocar uma reflexão sobre o próprio ato de olhar. Ao tornar visível a beleza passageira de elementos frequentemente considerados “banais”, a artista propõe uma pausa na correria e na virtualização da observação contemporânea. É uma crítica delicada, que convida o espectador a preencher com imaginação e memória o silêncio e o vazio dos instantes transitórios.
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