Com curadoria de Luiza Mello, primeira individual do artista em Curitiba reúne 70 obras que transformam cerâmicas, sucatas e memórias em esculturas surpreendentes.
Prévia: O Museu Oscar Niemeyer (MON) recebe “Teia à toa”, uma exposição panorâmica que revisita os últimos 20 anos de produção do artista carioca Barrão. Composta por esculturas híbridas, cerâmicas e instalações, a mostra convida o público a enxergar humor e poesia em objetos do dia a dia resignificados. Confira os detalhes desta temporada que vai até março de 2026.
Neste artigo você vai ler sobre:
- O Conceito da Mostra: Uma “Floresta” de Conexões
- Materiais e Técnicas: Do Descarte à Obra de Arte
- Quem é Barrão: Trajetória e Influências
- Serviço: Datas, Horários e Local
O Conceito da Mostra: Uma “Floresta” de Conexões
A exposição “Teia à Toa” não é apenas uma reunião de obras, mas um convite a percorrer um universo onde tudo parece conectado por fios invisíveis. Segundo a curadora Luiza Mello, o título sugere uma caminhada por uma “floresta de formas e cores”. A mostra apresenta um recorte significativo dos últimos 20 anos da carreira de Barrão, sendo esta a sua primeira exposição individual em Curitiba.
A diretora-presidente do MON, Juliana Vosnika, destaca que o trabalho de Barrão funciona quase como uma alusão à vida e ao imponderável. Ao inverter o sentido original de objetos utilitários quebrados ou danificados, o artista insere humor, ironia e poesia onde antes havia apenas a função prática.
Materiais e Técnicas: Do Descarte à Obra de Arte
O acervo de aproximadamente 70 obras inclui cerâmicas multicoloridas, esculturas monocromáticas em resina e bronze, aquarelas e grandes instalações. O processo criativo de Barrão parte da acumulação e da intuição: em seu ateliê, ele organiza fragmentos do cotidiano doméstico e urbano para criar esculturas híbridas.
Luciana Casagrande Pereira, secretária de estado da Cultura, ressalta o poder transformador dessa abordagem, que convida o público a “enxergar beleza, sentido e poesia onde antes havia apenas descarte”. O próprio artista reforça essa visão, explicando que seu trabalho é construído a partir de um mundo que já existe, onde objetos perdem suas funções originais para ganhar novos significados através de associações inusitadas.
Quem é Barrão: Trajetória e Influências
Nascido no Rio de Janeiro em 1959, Barrão é um artista múltiplo: desenhista, pintor, escultor e artista multimídia. Sua carreira, iniciada de forma autodidata, remonta à efervescência cultural dos anos 80, tendo participado da histórica coletiva “Como Vai Você, Geração 80?” na Escola de Artes Visuais do Parque Lage.
Sua trajetória é marcada pelo trabalho coletivo e pela experimentação. Foi integrante do “Grupo Seis Mãos” (1983–1991) e é um dos fundadores do “Chelpa Ferro” (criado em 1995), grupo renomado que une escultura, instalações tecnológicas e música eletrônica. Com prêmios importantes no currículo, como o Prêmio Brasília de Artes Plásticas, Barrão consolida-se como um dos nomes fundamentais para entender a arte contemporânea brasileira que dialoga com o pop, o humor e a ressignificação.
Serviço: Datas, Horários e Local
A exposição é realizada pelo Museu Oscar Niemeyer (MON) e promete ser um dos destaques do calendário cultural paranaense.
- Abertura: 10 de julho de 2025, às 19h.
- Período em cartaz: De 11 de julho de 2025 até 8 de março de 2026.
- Local: Sala 3 do Museu Oscar Niemeyer (MON).
- Endereço: Curitiba – PR.
