Nova ativação no Museu Oscar Niemeyer promove um diálogo potente entre a arte tradicional africana e a produção contemporânea, unindo Brasil, França, África e Caribe.
Prévia: O Museu Oscar Niemeyer (MON) inaugura “Intersecções contemporâneas”, uma nova fase da exposição “África, Expressões Artísticas de um Continente”. Celebrando os 200 anos de relações diplomáticas entre Brasil e França, a mostra traz videoarte, instalações e pinturas que conectam a ancestralidade africana à tecnologia e à filosofia contemporânea.
Neste artigo você vai ler sobre:
- Uma Celebração Diplomática e Cultural
- O Diálogo entre o Tradicional e o Contemporâneo
- Videoarte: Tecnologia e Espiritualidade
- Errâncias: Conexões entre Brasil, Caribe e França
- Serviço e Datas
Uma Celebração Diplomática e Cultural
A exposição “África, Expressões Artísticas de um Continente”, que já é um marco no acervo do MON, ganha uma nova vida a partir de dezembro. Batizada de “Intersecções contemporâneas”, esta ativação integra a Temporada França-Brasil 2025, celebrando dois séculos de relações diplomáticas entre os dois países.
Esta edição especial é fruto de uma colaboração robusta entre o MON, a Coleção Ivani e Jorge Yunes (CIJY) e o Instituto Tomie Ohtake. Segundo Luciana Casagrande Pereira, secretária de Estado da Cultura, a iniciativa reforça como “obras, narrativas e sensibilidades circulam entre continentes”, ampliando o reconhecimento da diversidade como um valor compartilhado.
O Diálogo entre o Tradicional e o Contemporâneo
Sob a curadoria geral de Renato Araújo, a mostra ocupa a Sala 4 com uma proposta de transversalidade. O objetivo é criar pontes entre a rica coleção de arte africana tradicional do museu e as novas linguagens artísticas.
Juliana Vosnika, diretora-presidente do MON, destaca que o museu atua como um instrumento vivo de democratização cultural, trazendo ao público intersecções que ganham cada vez mais espaço no cenário atual. A exposição consolida um longo processo de pesquisa que culminou na formação de uma das coleções de arte africana mais significativas do país.
Videoarte: Tecnologia e Espiritualidade
A exposição apresenta dois projetos simultâneos de intervenção. O primeiro, focado em videoarte, intitula-se “Presenças: Corpos, Objetos e Memórias”. A curadoria é da especialista franco-beninense Nadine Hounkpatin.
Neste segmento, o público terá contato com as obras das artistas Tuli Mekondjo (Namíbia) e Josèfa Ntjam (franco-camaronesa). Seus trabalhos fundem filosofia, tecnologia e espiritualidade, reimaginando a herança negra não como um passado estático, mas como um agente vivo de memória e resistência.
Errâncias: Conexões entre Brasil, Caribe e França
O segundo projeto, com curadoria de Paulo Miyada e Ana Roman, explora o tema “Errâncias: Entre Brasil, França, África e Caribe”. A proposta nasce de residências artísticas oferecidas pelo Instituto Édouard Glissant, na Martinica (região ultramarina francesa).
Inspiradas nos conceitos do filósofo Édouard Glissant — como errância e crioulização —, as obras criam zonas de contato entre diferentes territórios. O visitante encontrará trabalhos de Rayana Rayo (Recife), que investiga recipientes como metáforas do corpo, e intervenções do curador José Eduardo Ferreira Santos, do Acervo da Laje (Bahia). Somam-se a eles as obras afro-brasileiras de César Bahia, articulando memória, origem e deslocamento.
Serviço
- Exposição: África, Expressões Artísticas de um Continente | Intersecções contemporâneas – Temporada França-Brasil 2025
- Curadoria: Renato Araújo, Nadine Hounkpatin, Ana Roman e Paulo Miyada
- Abertura: 4 de dezembro de 2025, às 19h
- Período em cartaz: De 5 de dezembro de 2025 a 26 de abril de 2026
- Local: Sala 4, Museu Oscar Niemeyer (MON)
