Com apenas 17 anos, Julia Cipriano usa a pintura a óleo como ferramenta de cura e autoconhecimento, criando pontes entre o que sente e o que o público vê.
Julia Cipriano, conhecida artisticamente como Cici, é uma artista visual de 17 anos natural de Santos (SP). Iniciando no desenho de animes, ela evoluiu para o surrealismo simbólico contemporâneo. Sua obra, marcada pela pintura a óleo, nasce da necessidade de traduzir sentimentos profundos e superar desafios pessoais.
Neste artigo você vai ler sobre:
- O Início: Do Anime ao Conselho do Avô
- Estilo e Linguagem: O Surrealismo Simbólico
- A Arte como Cura e Tradução de Sentimentos
- Imersão Criativa e Apoio Familiar
O Início: Do Anime ao Conselho do Avô
Nascida e residente em Santos, Julia Cipriano — ou Cici, como assina seus trabalhos — tem apenas 17 anos, mas sua relação com a arte começou cedo, aos 7. Como muitos jovens de sua geração, o ponto de partida foi o desenho de animes e a exploração intuitiva de estilos.
Um episódio familiar foi decisivo para seu aprimoramento. Seu avô, figura muito especial para a artista, comentou certa vez que seus personagens “não tinham pescoço”. Longe de desanimar, Cici usou a observação como combustível. Movida pelo desejo de evoluir e impressioná-lo, passou a desenhar com mais atenção e dedicação, criando um vínculo profundo com a prática artística que a levou, aos 12 anos, a iniciar sua trajetória na pintura.
Estilo e Linguagem: O Surrealismo Simbólico
Hoje, a produção de Cici se afasta da estética inicial dos animes e mergulha no que ela define como “surrealismo simbólico contemporâneo”. Trabalhando principalmente com pintura a óleo e desenho, suas obras possuem uma abordagem figurativa carregada de expressividade.
A artista constrói uma linguagem própria onde a realidade se mistura com elementos oníricos. Para ela, a arte é uma “luz no caminho”, uma forma de expressão potente e sensível capaz de comunicar aquilo que as palavras muitas vezes não alcançam.
A Arte como Cura e Tradução de Sentimentos
A arte desempenhou um papel vital na vida pessoal de Cici. A pintura foi o meio que a ajudou a atravessar um período difícil de depressão, servindo como ferramenta para compreender sentimentos que ela ainda não conseguia nomear.
Para a artista, pintar é um ato de “pintar o próprio coração”. Ela acredita na força de transformar emoções em imagens. Seu objetivo é que, ao observar suas obras, o público consiga identificar ou compreender sentimentos que ela mesma lutou para entender no passado, gerando uma conexão empática através da tela.
Imersão Criativa e Apoio Familiar
O processo criativo de Cici é de total imersão. Quando pinta, ela descreve a sensação de que o mundo “pausa”, permitindo um estado de auto-observação e reconhecimento.
Apesar de reconhecer que o caminho da arte é desafiador, Cici conta com um suporte fundamental: o apoio de sua família e amigos. É esse incentivo que a fortalece para não desistir de uma escolha que ela considera inevitável e apaixonante, pois não consegue se imaginar fazendo outra coisa além de criar.
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