Luiz Zerbini: A luz hipnótica do Cerrado e a experimentação visual na Fortes D’Aloia & Gabriel

Luiz Zerbini: A luz hipnótica do Cerrado e a experimentação visual na Fortes D’Aloia & Gabriel

Em cartaz até 24 de janeiro de 2026, “Vagarosa Luminescência Voadora” transforma o galpão da Barra Funda em uma teia de relações entre pintura, escultura e a natureza viva.

Prévia: A galeria Fortes D’Aloia & Gabriel apresenta a nova individual de Luiz Zerbini, uma investigação sensorial sobre cor e luz inspirada nos cupinzeiros bioluminescentes do Brasil central. A exposição cria um ambiente onde a natureza não é cenário, mas protagonista ativa, em um dos espaços mais influentes da arte contemporânea nacional.

Neste artigo você vai ler sobre:

  • O Fenômeno Natural: Cupinzeiros e Bioluminescência
  • Instalação Imersiva: Diálogo entre Pintura e Escultura
  • A Paisagem como Corpo Vivo: O Olhar da Crítica
  • O Palco: A Relevância da Fortes D’Aloia & Gabriel

O Fenômeno Natural: Cupinzeiros e Bioluminescência

O ponto de partida para “Vagarosa Luminescência Voadora” é um fenômeno fascinante do mundo natural: a imagem de cupinzeiros do cerrado brasileiro habitados por larvas em estado de bioluminescência.

Zerbini utiliza essa imagem potente para desencadear uma nova investigação sobre cor, luz e ritmo. O cupinzeiro surge na exposição de formas variadas — ora representado na pintura, ora materializado como corpo escultórico de textura “lisérgica”, convidando o espectador a uma percepção expandida da natureza.

Instalação Imersiva: Diálogo entre Pintura e Escultura

No amplo espaço expositivo, uma grande instalação de esculturas conversa diretamente com pinturas de larga escala. Essa configuração cria um ambiente hipnótico onde rastros da presença humana coexistem com a transformação da própria imagem natural.

As propriedades pictóricas e esculturais se deslocam de uma obra a outra, instaurando um sistema de trocas visuais. É uma teia de relações entre narrativa e geografia, que evidencia a contínua experimentação de Zerbini entre diferentes meios e suportes.

A Paisagem como Corpo Vivo: O Olhar da Crítica

Catarina Duncan, autora do ensaio crítico que acompanha a mostra, define a abordagem de Zerbini como um “inventário afetivo e botânico dos trópicos”. Para o artista, a paisagem não é um cenário idílico e passivo, mas um “corpo vivo, habitado, tensionado por histórias visíveis e invisíveis”.

Florestas, campos, margens de rios e vestígios urbanos são traduzidos em obras que misturam padronagens geométricas e gestos orgânicos. A exposição revela como esses ambientes são compostos de camadas vitais e de um equilíbrio tenso entre contrários — um emaranhado que é, ao mesmo tempo, histórico, ecológico e plástico.

O Palco: A Relevância da Fortes D’Aloia & Gabriel

A exposição ganha ainda mais força pelo local onde é realizada. A Fortes D’Aloia & Gabriel (antiga Fortes Vilaça) é uma referência central no circuito mundial da arte contemporânea. Liderada por Márcia Fortes, Alessandra d’Aloia e Alexandre Gabriel, a galeria é conhecida por seu programa dinâmico e pela representação de artistas de peso como Adriana Varejão e OsGemeos.

Para esta mostra, o espaço utilizado é o Galpão na Barra Funda, um local que permite instalações de grande escala e experimentações espaciais que dialogam perfeitamente com a monumentalidade da obra de Zerbini.

Serviço:

  • Exposição: Vagarosa Luminescência Voadora – Luiz Zerbini
  • Local: Fortes D’Aloia & Gabriel | Galpão
  • Endereço: Rua James Holland, 71 – Barra Funda, São Paulo/SP
  • Período: Até 24 de janeiro de 2026

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