Arquiteta usa a psicologia das cores para criar “retratos imaginários” que transformam casas em refúgios de calma.

Arquiteta usa a psicologia das cores para criar “retratos imaginários” que transformam casas em refúgios de calma.

Longe da rigidez dos projetos, Sabrinna Rosa aposta na figuração simbólica e na fluidez da tinta acrílica para humanizar ambientes e propor pausas necessárias na rotina.

Em tempos onde a casa se tornou o centro do bem-estar, a decoração busca ir além da estética: ela procura oferecer acolhimento. É nesse movimento que a obra da artista visual Sabrinna Rosa ganha destaque. Unindo a formação técnica em arquitetura à sensibilidade da pintura, ela desenvolve uma produção autoral focada em criar o que chama de “convites à pausa”.

Diferente do retrato tradicional, que busca imortalizar uma figura real, Sabrinna trabalha com o conceito de “retratos imaginários”. São rostos e figuras silenciosas que nunca existiram fisicamente, mas que carregam expressões de firmeza e delicadeza capazes de gerar identificação imediata. O objetivo não é representar uma pessoa, mas sim materializar “estados de ser” e sentimentos, transformando a arte em uma companhia para os espaços vividos.

O Olhar da Arquiteta e a Emoção da Cor

A bagagem profissional de Sabrinna é o alicerce de sua criação. Enquanto a arquitetura lhe confere o domínio sobre a proporção, o equilíbrio e o espaço, a pintura surge como o território da liberdade e da experimentação.

Nesse processo, a psicologia das cores desempenha um papel central. A artista transita por paletas vibrantes e contrastantes quando deseja imprimir energia e emoção ao ambiente, mas também recorre a tons pastéis e neutros para evocar suavidade e silêncio. “Permito que cada obra encontre a paleta que melhor dialogue com a sensação que desejo construir”, explica.

Essa alquimia entre a técnica projetual e a intuição artística resulta em composições que equilibram o controle e o espontâneo, criando camadas visuais que prendem o olhar.

A Arte como Antídoto à Pressa

Para Sabrinna, a função da arte vai além da decoração; ela é uma ferramenta de desaceleração. Em um cotidiano marcado pela velocidade, suas pinturas em acrílica sobre papel propõem um ritmo diferente.

“Para mim, a arte é um convite à pausa. Gosto quando a pessoa olha e sente antes de tentar explicar”, afirma a artista. Ao inserir esses rostos anônimos e composições abstratas no dia a dia — seja em uma sala de estar ou em um escritório —, a obra atua como um ponto de ancoragem, convidando o morador a se reconectar com o sensível e transformando o ambiente em um verdadeiro refúgio de calma.

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