Cinema francês inspiram ilustradora que une aquarela e digital em nova série sobre a Branca de Neve

Cinema francês inspiram ilustradora que une aquarela e digital em nova série sobre a Branca de Neve

Com formação na EBAC e atualmente estudando História da Arte na ABRA, a artista Gil aposta na mistura de texturas manuais, como grafite e pastel, com a edição tecnológica para criar “criaturas estranhas” e mundos lúdicos.

No mercado de ilustração contemporânea, a fronteira entre o papel e a tela do computador está cada vez mais difusa. É nesse território híbrido que a artista Gil desenvolve sua produção atual. Com uma base técnica consolidada na aquarela botânica e no desenho clássico, ela utiliza hoje ferramentas digitais (como Photoshop e Illustrator) não para apagar o traço manual, mas para expandi-lo.

Essa pesquisa visual, que busca transmitir “emoção, movimento e doçura”, é fruto de uma longa jornada acadêmica. Após iniciar os estudos em 2016 com a professora Vanessa Marani e passar quatro anos na escola de arte Guará Estúdio, Gil especializou-se em ilustração na EBAC (Escola Britânica de Artes Criativas e Tecnologia). Atualmente, aprofunda seu repertório cursando História da Arte na ABRA (Academia Brasileira de Arte).

Inspirações: Do Cinema às Conversas Infantis

O diferencial do trabalho de Gil reside em suas fontes de inspiração, que fogem do óbvio. Enquanto muitos ilustradores buscam referências apenas em outros desenhos, Gil constrói seu imaginário a partir do cinema francês, filmes de arte em preto e branco, trilhas sonoras e até em conversas de criança.

Esses elementos se traduzem em obras que exploram texturas delicadas. “Gosto das texturas do grafite e do giz pastel seco e oleoso, trabalhando como se fossem estampas”, explica a artista. O resultado são composições que abrigam o que ela chama de “criaturas estranhas” e cenários oníricos, onde a imaginação ganha autonomia.

Projetos Atuais e Mercado Editorial

No momento, Gil dedica-se à criação de uma série autoral baseada no conto da Branca de Neve, aplicando sua identidade visual para reinterpretar a narrativa clássica. O objetivo é direcionar esse portfólio para o mercado editorial, visando ilustrar livros infantis e capas.

Embora sua produção tenha circulado majoritariamente entre colecionadores particulares e encomendas diretas, a artista encara o momento atual como de maturação profissional. “A cada curso sinto que ganho autonomia. Quero criar mundos incríveis e deixar as pessoas conhecerem minhas criaturas”, afirma Gil, que segue em produção contínua, explorando agora as possibilidades da tinta acrílica e do lápis de cor.

É Artista?

Que tal participar das nossas publicações?

Adoraríamos conhecer o seu trabalho 😎

Não fazemos spam! Leia nossa [link]política de privacidade[/link] para mais informações.

Back To Top