Pesquisa com materiais inusitados e esculturas afro fundamentam a produção de artista visual

Pesquisa com materiais inusitados e esculturas afro fundamentam a produção de artista visual

Com formação em Florença e no Recife, Silvia VC traz para a pintura a experiência de 30 anos manipulando prata, osso e argila sob influências de Burle Marx e Klimt.

A produção atual de Silvia VC é o resultado de uma trajetória marcada pela experimentação tátil. Com passagens acadêmicas pela Escola de Belas Artes de Recife e pela Scuola Arte Sotto Tetto, em Florença, a artista consolida hoje uma linguagem pictórica que carrega a densidade de décadas dedicadas ao estudo da matéria. Seu trabalho em telas, caracterizado pela subjetividade e cores vibrantes, é a evolução natural de uma carreira que explorou profundamente a joalheria experimental e a escultura figurativa.

Influenciada por mestres da cor e da forma como Burle Marx, Gustav Klimt e Sonia Delaunay, Silvia define sua busca atual como uma tentativa de “harmonizar força e liberdade”. “A matéria-prima e a representação mudam, mas a insistência na busca pela originalidade permanece por acreditar que a estética é plural”, afirma.

A Joalheria e o uso do inusitado

Antes de chegar às tintas, a pesquisa da artista focou no adorno e na fusão de elementos distintos. Durante 30 anos, Silvia atuou no design de joias autorais, desenvolvendo um trabalho comercializado em ateliê fechado.

Sua assinatura nessa fase foi o uso do inusitado: a prata e as pedras brasileiras ganhavam a companhia de osso animal e argila. Essa combinação de materiais nobres com elementos orgânicos e rústicos desafiava os padrões universais da joalheria tradicional, criando peças que eram, em si, pequenas esculturas de vestir.

A Argila e a representação cultural

A bagagem visual da artista também inclui uma década dedicada exclusivamente à modelagem. Trabalhando com argila, Silvia mergulhou na representação do universo afro, utilizando seus símbolos e referências culturais para retratar a força da mulher e seus papéis sociais.

Foi um período de intenso aprendizado técnico e reciclagem, realizado ao lado da artista pernambucana Cristina Machado, onde a pesquisa se estendeu também às expressões humanas observadas na figura do primata. Toda essa vivência com a tridimensionalidade e a temática cultural agora reverbera em sua fase atual no pincel, onde o gesto livre busca traduzir uma estética que é, ao mesmo tempo, plural e única.

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