A mobilização artística na periferia paulistana atrai fundos da Unicef e ascende ao mercado de galerias

A mobilização artística na periferia paulistana atrai fundos da Unicef e ascende ao mercado de galerias

Com raízes no grafite do Grajaú e atuação social junto à Unicef, o artista Carlos Dias exibe obras na galeria Eu e Arte e integra novo grupo de pesquisa curatorial.

Por Redação

O circuito das artes visuais ganha novos contornos com a incorporação de narrativas que nascem das vivências urbanas e da multiplicidade de saberes. Essa interseção é o foco do trabalho do artista visual Carlos Dias, que atualmente participa como convidado de uma Coletiva Contemporânea na galeria Eu e Arte, em cartaz até o dia 20 de março. O momento de expansão na carreira inclui também a área acadêmica e curatorial: a partir de 26 de fevereiro, o artista passa a integrar o Grupo de Pesquisa Sistemas da Arte, coordenado pela pesquisadora, curadora e gestora d’a Pilastra, Gisele Lima.

A trajetória que embasa sua produção atual teve início no Grajaú, no extremo sul da capital paulista. Foi na adolescência, por meio de projetos sociais, que o contato com o graffiti e a fotografia despertou um olhar voltado para a narrativa visual. Aos 16 anos, a profissionalização começou com uma formação técnica em Design Gráfico, levando-o a atuar em gráficas, laboratórios fotográficos e empresas de e-commerce, intercalando esse período com cursos livres de pintura, decoupage e moda.

A transição para a pintura em tela ocorreu como um processo de busca por maior espaço de expressão pessoal, indo além da computação gráfica e da área de comunicação e marketing — campo no qual é formado e atuou por muitos anos após ganhar uma bolsa de estudos decorrente de um trabalho voluntário no Nordeste. Nas obras atuais, a figura do pássaro é um elemento recorrente e central. A escolha estética é utilizada para simbolizar e reproduzir o sentimento de liberdade que guia a pesquisa do autor.

Na execução técnica, a produção explora uma variedade de texturas, utilizando tinta acrílica, giz de óleo, canetas acrílicas e nanquim. O desenvolvimento do processo criativo apoia-se na conexão de diferentes áreas do conhecimento para fundamentar a obra. Com um perfil polímata, o artista une a comunicação visual aos seus atuais estudos em História, com o objetivo de contar narrativas e atribuir sentido prático à estética.

Além da atuação em ateliê, o histórico no Grajaú também se reflete no impacto social. Em 2015, atuou como um dos articuladores do programa Território do Grajaú em parceria com a Unicef, iniciativa que destinou fundos para o desenvolvimento do esporte e da cultura na região, reafirmando o diálogo constante entre a vivência territorial e a arte.

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