Flora amazônica e narrativas do Norte ganham espaço no Rio de Janeiro após passagem por conferência climática

Flora amazônica e narrativas do Norte ganham espaço no Rio de Janeiro após passagem por conferência climática
Com produção focada na cultura do Pará e projetos de impacto social em escolas públicas, a artista visual Aracely Miranda apresenta telas na exposição “Amazônidas”, no Centro Cultural dos Correios.

O cenário cultural do Sudeste abre espaço para a produção contemporânea da região Norte com a exposição “Amazônidas”, atualmente em cartaz no Centro Cultural dos Correios, no Rio de Janeiro. A mostra reúne obras de mulheres que produzem a partir da Amazônia e tem como objetivo ampliar o diálogo nacional sobre território, memória e protagonismo feminino. Entre as participantes está a artista visual Aracely Miranda, cuja produção busca traduzir em imagens as vivências, os silêncios e as camadas simbólicas da região.

O trabalho de Aracely baseia-se na conexão entre identidade e meio ambiente. Utilizando técnicas como aquarela, acrílica, tinta a óleo e mista sobre tela — além de desenho e colagem —, ela desenvolve séries que variam de três a cinco telas. Suas obras documentam a cultura local, com foco nas memórias afetivas, nos rios, na fauna e na flora amazônica, mesclando linguagens tradicionais e contemporâneas.

Arte, Clima e Causas Sociais

A circulação de seu trabalho ganhou projeção institucional ao longo de 2025. A artista integrou exposições focadas no fortalecimento de redes femininas, como a “Vozes Femininas da Amazônia”, na Galeria de Artes Rose Maiorana — que resultou em matérias na televisão e no jornal O Liberal —, e a VI Mostra de Arte Mulheril, na Galeria de Artes Vitória Barros, em Marabá (PA).

Ainda em 2025, a pesquisa ambiental que atravessa suas telas ganhou dimensão prática durante a COP-30 da Amazônia. No evento, Aracely participou de uma exposição onde realizou uma pintura ao vivo, pontuando a relação entre a produção artística, o território e as mudanças climáticas.

A atuação de Aracely Miranda também se estende ao impacto educacional. Defendendo a arte como ferramenta de transformação e pertencimento, a artista produziu e lançou, no ano passado, um livro de colorir infantil composto por suas pinturas. A receita gerada com a venda do material foi integralmente revertida para a compra de livros destinados a bibliotecas de escolas públicas.

Formação e Evolução

A trajetória de Aracely teve início de forma intuitiva, motivada pela observação do cotidiano paraense. Com o passar do tempo, a prática tornou-se uma expressão amazônica consciente. Para estruturar esse olhar, ela buscou formação por meio de oficinas e cursos em áreas como artes visuais, processos criativos e arteterapia, o que fundamenta sua intenção atual de unir criação visual, educação e impacto social.

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