Choque Cultural celebra 22 anos de seu pioneirismo na arte urbana brasileira

Choque Cultural celebra 22 anos de seu pioneirismo na arte urbana brasileira

Com mais de 150 exposições realizadas, galeria paulistana fundada por Mariana Martins e Baixo Ribeiro consolidou-se como um dos principais polos de arte contemporânea e cultura urbana do país; neste sábado (1º), acontece uma festa aberta e gratuita ao público.

Choque Cultural celebra 22 anos de seu pioneirismo na arte urbana brasileira
Mariana Martins e Baixo Ribeiro, fundadores da Choque Cultural  | Créditos: Rui Mendes 

São Paulo, outubro de 2025 — Há 22 anos, surgia no cenário artístico paulistano a Choque Cultural, na pequena casa que sediou a galeria em Pinheiros. O espaço já funcionava como um ateliê coletivo de produção e reflexão artística. Fundada pelo casal Mariana Martins e Baixo Ribeiro, abriu suas portas ao público pela primeira vez em 2 de novembro de 2004, com a exposição coletiva Calaveras.

Para celebrar essa história, a galeria realiza neste sábado uma festa aberta e gratuita ao público, reunindo artistas, amigos e visitantes em um encontro que reflete o espírito coletivo e inovador fortemente presente desde sua fundação.

“A Choque sempre foi um espaço de encontro, de troca e de liberdade criativa. Essa celebração é uma forma de agradecer a todos que fazem parte dessa trajetória e continuam acreditando na força transformadora da arte”, afirma Baixo Ribeiro.

Como tudo começou

Logo na primeira exposição, a Choque propunha um desafio inédito: reunir 15 artistas vindos do universo da tatuagem e 15 do  grafite, convidando-os a apresentar suas interpretações da Fiesta de los Muertos — a versão mexicana das celebrações do Dia de Finados.

O convite tinha também um caráter crítico: refletir sobre a difusão do modelo de Halloween, que na época começava a ser amplamente propagandeado no Brasil. Com a conclusão de que o feriado de Finados vinha se esvaziando de sentido, a proposta era, em vez de importar uma festa estrangeira baseada no consumo, inspirar-se na tradição mexicana, que celebra com alegria e cor as lembranças vivas dos antepassados.

Os Gêmeos, para exposição ‘Calaveras’, novembro de 2004
JBorges para exposição ‘Calaveras’ 2004
MZK
Penna Prearo
NUNCA

A exposição foi um grande sucesso de público e marcou o início de uma trajetória singular. Para os artistas participantes, representou uma oportunidade rara de discutir o papel da arte naquele contexto, tanto entre os tatuadores quanto entre os grafiteiros.

De lá pra cá, foram mais de 150 exposições individuais e coletivas, mais de 500 artistas apresentados pela Choque Cultural, como Alê Jordão e o Estúdio Bijari, além de inúmeros intercâmbios culturais e parcerias internacionais. 

A Choque levou artistas brasileiros para fora do país e trouxe ao Brasil estrangeiros que aqui expuseram pela primeira vez, promovendo o encontro do público nacional com importantes cenas internacionais, como o lowbrow, o pop surrealismo, a arte urbana inglesa e argentina, e a arte pop contemporânea japonesa, entre outras.

Hoje, a Choque Cultural é reconhecida como uma das principais referências em arte urbana, grafite, artes gráficas e novas linguagens urbanas e digitais, respeitada tanto pelo mercado tradicional e pelos museus quanto por jovens artistas e experimentadores que seguem abrindo novos caminhos para a arte.


Choque 22 anos

Data: 1º de novembro de 2025, sábado

Horário: das 10:00 às 17:00

Local: Alameda Sarutaiá 206 – Jardim Paulista, São Paulo

Entrada: Gratuita

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