O artista visual Adriano Camargo, conhecido como Adriano Disc, une consciência ambiental e estética ao reaproveitar CDs, com obras expostas no Brasil e na Europa.
A ressignificação da matéria e o compromisso ecológico
No cenário da arte contemporânea, a escolha dos materiais frequentemente comunica tanto quanto a obra finalizada. Para o artista visual Adriano Batista de Camargo, conhecido artisticamente como Adriano Disc, essa escolha transcende a estética e adentra o campo do dever ético. Radicado em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, o artista sintetiza seu propósito com uma premissa clara: “Minha arte não vem de uma escolha. Vem de uma responsabilidade”. A partir de 2024, Camargo iniciou um trabalho pioneiro fundamentado na sustentabilidade, utilizando CDs descartados como matéria-prima principal. Ao ressignificar esses objetos obsoletos, ele os transforma em obras de arte únicas, promovendo o acesso à arte e instigando reflexões urgentes sobre o reaproveitamento de materiais e o impacto ambiental.
Ascensão nacional e o reconhecimento em 2025
A técnica distintiva e a mensagem intrínseca ao seu trabalho rapidamente o colocaram em evidência no circuito artístico. O ano de 2025 foi um divisor de águas em sua trajetória profissional, marcado por convites e chancelas institucionais de peso. Adriano participou da mostra coletiva “Euarte Contemporânea” e da “XXI Mostra Vale do Paraíba Região Serrana Litoral Norte”. Seu rigor artístico foi validado com o recebimento do certificado Ibrarte e com uma homenagem concedida pela revista Neotrust Confi.
Ainda no âmbito nacional, o artista foi premiado pelo Governo do Estado de São Paulo com o projeto “Totem das Cores” e integrou a prestigiada exposição comemorativa dos 150 anos do Jockey Club de São Paulo, dividindo espaço com outros talentos brasileiros e finlandeses. Esse intercâmbio cultural pavimentou o caminho para seu primeiro grande reconhecimento internacional: o convite para integrar a “Bela Bienal Europa América Latina”, realizada na cidade de Helsinque, capital da Finlândia.
Expansão da agenda e a consolidação no exterior em 2026
O crescimento da carreira de Adriano Disc reflete-se em uma agenda densa e expressiva para o ano de 2026, confirmando sua relevância tanto em âmbito regional quanto global. A consolidação de seu nome no Brasil inclui a seleção de sua obra para integrar o cartaz oficial da “Expo SP” e a participação em uma extensa lista de eventos de destaque:
- Exposição “60 EuArte”
- Coletivo “Artes pela Paz – Fora da Caixa”
- Mostra “Silêncio do Pássaro”, promovida pelo Clube da Arte
- “5ª Mostra de Arte As Taubateanas”
- “VII Mostra Coletiva Barbara Bigosiski de Artistas de Ubatuba”
- Exposição “Olho na Rua”, realizada pela Univap em São José dos Campos
- Seleção oficial para o “Festival Arte pela Paz”, em Campinas
Paralelamente, a projeção internacional de seu trabalho continua em ritmo de expansão. Representando a arte brasileira com uma forte mensagem de preservação ecológica, o artista se prepara para novas exposições em Veneza (Itália) e na Finlândia, sob a curadoria de Edson Cardoso, por meio da AVA Galleria. Além disso, Adriano afina os preparativos para integrar a “MITIC – Mostra Internacional Totem das Cores”. Através de uma linguagem visual muito própria, o artista prova que o resíduo contemporâneo possui um vasto potencial estético e cultural.
A evolução de seus projetos e suas novas composições a partir de mídias descartadas podem ser acompanhadas diretamente em seu perfil no Instagram [@combucaneirodi].
