A artista visual Nayhum Artista Plástica traduz emoções e arquétipos através da pintura, utilizando sua arte para democratizar a cultura e financiar resgates animais.
Transições de carreira frequentemente nascem de uma urgência interna inadiável. Para a artista visual Khéttssa Nayhum Santos Nascimento, que assina suas obras como Nayhum Artista Plástica, a conexão com o universo criativo flertava desde os três anos de idade, tornando-se mais latente aos dez. Contudo, foi apenas aos 24 anos que a produção visual a atravessou de maneira avassaladora, provocando uma mudança definitiva de rumo profissional. Sem formação acadêmica tradicional e com recursos limitados no início, a trajetória foi moldada de forma inteiramente autodidata. A determinação em viver da criação plástica ganhou força quando o propósito do ateliê se tornou claro: tocar o inconsciente do público e traduzir emoções e arquétipos difíceis de serem verbalizados. As telas destinam-se justamente a espectadores que buscam ser intrigados, traduzidos e acalentados por imagens de forte carga psicológica.
Linguagem simbólica e a versatilidade entre o onírico e o realismo
Liberdade criativa pauta o desenvolvimento de cada nova composição, recusando amarras a técnicas rígidas ou correntes artísticas limitantes. Apesar dessa fluidez, o surrealismo simbólico tem se destacado como a principal linguagem de seus processos criativos. Esse estilo atinge grande densidade em obras marcantes como “Luxúria”, uma tela que retrata as ambiguidades de um pecado, expondo simultaneamente o seu êxtase e as suas mazelas mais rebuscadas. A versatilidade do portfólio também abre espaço para o realismo puro, evidenciado na pintura “Malika”. Nessa obra, a representação de um rosto de traços árabes prende a atenção através de olhos magnéticos, pintados com tamanha expressividade que parecem observar diretamente o interior de quem os contempla.
Engajamento independente e a democratização do acesso à cultura
Propósitos de vida extrapolam as molduras e encontram aplicação prática na sociedade. A produção estética de Nayhum sustenta uma atuação ativa e independente na causa animal, financiando o resgate e a proteção daqueles que não podem pedir ajuda. Além desse compromisso diário, a atuação social estende-se à valorização da literatura nacional e à democratização do acesso à arte. Atualmente, o ateliê colabora com o Projeto Iracema, sediado no Museu do Caju, localizado na cidade de Caucaia, no Ceará. Como forma de combater a desvalorização da cultura brasileira, a artista doou uma obra inédita inspirada no clássico literário de José de Alencar, reforçando a missão de levar manifestações artísticas a todas as classes sociais.
Presença digital e o calendário de mostras presenciais
Visibilidade e alcance ditam a atual fase de circulação do acervo. No ambiente digital, o portfólio integra as mostras da Galeria DesignArt, reconhecida como o maior catálogo online de artes do país. Já no circuito físico, o público poderá conferir as pinceladas e a força narrativa das telas de perto na próxima exposição da artista, agendada para o dia 1º de outubro de 2026, que ocupará os espaços do Museu do Caju, em Caucaia, Ceará. O acompanhamento de novas pinturas, os bastidores da criação surrealista e as ações em prol da proteção animal são documentados continuamente no perfil oficial do Instagram [@Nayhum_artes].



