Técnica mista e aquarela unem arquitetura e fluidez na nova produção visual

Técnica mista e aquarela unem arquitetura e fluidez na nova produção visual

Após consolidar carreira na arquitetura, a paraense Mariângela Melo expande sua pesquisa visual incorporando a arte digital e a transparência das tintas.

A construção de uma trajetória nas artes visuais muitas vezes percorre caminhos paralelos antes de assumir o protagonismo. Nascida em Belém (PA), Mariângela Melo possuía uma inclinação inata para o desenho, mas a ausência de um curso de Belas Artes em sua cidade a direcionou para a Arquitetura. Graduada pela Universidade Federal do Pará em 1979, ela consolidou uma carreira sólida, assinando inclusive projetos na área cultural. Durante décadas, a pintura atuou como uma necessidade de expressão esporádica. Foi apenas com a aposentadoria que esse eixo se inverteu, permitindo que a criadora realizasse um reencontro profundo com sua essência criativa e assumisse o ateliê em tempo integral.

A evolução material da madeira ao meio digital

Assumindo a produção contínua a partir do ano 2000, sua pesquisa visual começou a ser estruturada através de técnicas mistas. A artista explora combinações físicas de cor, texturas e fragmentos de madeira, evidenciando o rigor estrutural herdado de sua formação original. Acompanhando o dinamismo das ferramentas contemporâneas, o ano de 2020 marcou a incorporação da arte digital ao seu processo. Essa expansão de suporte permitiu a criação de composições que transitam com fluidez entre o geométrico e o abstrato, sempre orientadas por uma busca implacável pelo equilíbrio e pela harmonia cromática.

A imersão na aquarela e a filosofia visual

Longe de se estagnar em processos já dominados, a investigação estética da artista abriu uma nova vertente em 2025 com o aprofundamento nos estudos de aquarela. O domínio dessa nova técnica introduziu a fluidez e a transparência em seu vocabulário, características que culminaram em sua participação na mostra “Deságua Belém”, no Shopping Grão-Pará. Essa constante renovação obedece a um manifesto poético muito claro: transformar a arte em um convite à harmonia, onde forma, sensibilidade e cor se encontram para revelar exatamente aquilo que repousa além do olhar imediato.

Validação curatorial e acesso ao acervo

A maturidade dessa produção garante uma forte presença no circuito cultural da região norte. Apenas em 2024, seu acervo integrou importantes exposições coletivas, incluindo “Arte Feminina em Foco 1” (Caixa Pará), “Arte Feminina em Foco 2” (Assembleia Paraense), “Expo Arte, Moda e Sabor” (Galeria Rose Maiorana) e “Olhares Amazônicos” (CCBEU). Para o público, arquitetos e curadores interessados em dialogar com obras que promovem conexões sensíveis e sensações positivas, seu trabalho encontra-se disponível em galerias virtuais como a Gerbô Buy Art e em espaços físicos conceituados, como Tutti Casa e Max Color.

O portfólio completo e o contato direto podem ser acessados pelo site [www.mariangelamelo.com.br] e no Instagram [@mariangelamelo-galeria].

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