No inverno, relevo, trama e tons quentes ganham espaço em casa

No inverno, relevo, trama e tons quentes ganham espaço em casa
Avaliar post

Quando o inverno chega, a casa passa a ser vivida de outro jeito. Os ambientes internos abrigam mais momentos do dia, e o conforto ganha outra importância na rotina. A boa notícia é que tornar esses espaços mais acolhedores não depende de uma transformação completa, mas de escolhas capazes de alterar a atmosfera e a forma como cada ambiente é percebido.

Entre essas escolhas estão as cores e a materialidade presentes na composição. Tons mais quentes, em sintonia com a paleta terrosa que o design tem apontado para o inverno de 2026, somam-se a superfícies naturais e acabamentos com textura para mudar a leitura do conjunto e aproximar a casa do clima da estação. 

Com isso em mente, as peças a seguir mostram como textura, cor e matéria participam dessa percepção de calor.

Texturas que aquecem o olhar no inverno

Antes mesmo do toque, a textura já muda a forma como percebemos um ambiente. O olhar reconhece o volume de uma superfície e antecipa qualidades como maciez, peso e até temperatura. No inverno, materiais de relevo e de trama mais espessa podem ganhar outra presença na casa, quebrando a uniformidade dos ambientes e criando variações de luz e sombra que aproximam o olhar de sensações ligadas ao toque.

Esse efeito pode surgir por meio de diferentes técnicas e materiais. Na Tapeçaria Celeste, a lã trabalhada em tufting cria uma superfície macia, densa e marcada por relevos. Já na escultura Savia, os nós do macramê transformam fios de algodão em uma trama encorpada, adicionando volume e profundidade ao espaço.

A Corrente Elos também alcança uma sensação semelhante por outro caminho. Feita com tubos de papel higiênico reaproveitados e papel reciclado artesanal, a peça transforma um material leve em formas volumosas cuja superfície remete visualmente ao trabalho têxtil. Além disso, tons terrosos, vinho, ocre, bege e verde profundo aproximam os três objetos e reforçam a percepção de calor no ambiente.

Corrente Elos

Transparências em tons quentes.

Tons próximos ao âmbar, ao mel e ao conhaque remetem ao sol e ao fogo. Quando aparecem no ambiente, podem fazer o espaço parecer mais quente e intimista, uma mudança de percepção que ganha força nos dias frios.

No vidro e no acrílico, essa sensação nasce da maneira como a cor encontra a luz. O fumê dos perfumeiros Vertentes cria uma transparência mais profunda, enquanto o bronze espelhado do Puzzle Coração produz reflexos acobreados e amarronzados, reduzindo a frieza visual do acrílico. 

O Vaso Boterissimo, por sua vez, traz o vidro soprado em conhaque, uma das tendências do design em 2026. A peça apresenta pequenas variações de espessura e tonalidade que se revelam com a passagem da luz, criando gradações quentes e menos uniformes.

Vaso Boterissimo em vidro conhaque

O calor da matéria no inverno

O conforto térmico também passa pela maneira como o corpo percebe as superfícies. Por conduzirem o calor mais lentamente, a madeira e o couro não o retiram da pele com tanta rapidez e, por isso, parecem menos frios ao toque. A estrutura porosa e fibrosa desses materiais ajuda a explicar essa sensação mais agradável nos dias de temperaturas baixas.

No plano visual, a sensação se repete. Veios, granulações e tons de mel, caramelo e castanho criam superfícies menos rígidas e uniformes, associadas à ideia de abrigo. Embora objetos de design não alterem a temperatura da casa, sua materialidade pode deixá-la sensorialmente mais quente.

Essa relação aparece na marchetaria do quadro Desconhecido, da Coleção Impermanência, e no desenho do Tabuleiro Xadrez, em que o próprio material compõe a superfície. 

Já a Mesa Lateral Pétala traz o encontro entre madeira e couro, enquanto o Cesto Annecy é confeccionado em couro caramelo, cor quente que reforça a atmosfera acolhedora dos dias frios.

The post No inverno, relevo, trama e tons quentes ganham espaço em casa appeared first on Blog que conecta você ao mundo da arte contemporânea..

Back To Top